quarta-feira, julho 14, 2010

É preciso não esquecer nada




É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de actos,
a ideia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence
.

Cecília Meireles



Gosto muito desse poema. Faz-me não esquecer de coisas tão importantes.

8 comentários:

Anónimo disse...

José Sol de Boa Disposição e Albuquerque questiona se Mary continua na ilha ou se terá emigrado... O que demonstra saudades extremas!

Anónimo disse...

José Sol de Boa Disposição e Albuquerque questiona se Mary continua na ilha ou se terá emigrado... Pas ... ia ;)

Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...
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Anónimo disse...

ZEZITO DA LUZ BRILHANTE E BOA ANEDOTA ESTÁ EM DESESPERO COM O DESAPARECIMENTO CYBERNAUTICO DE SUA AMADA. VOLTA. TÁS 'PREDOADA'